Definition of resilience

"In the context of exposure to significant adversity, resilience is both the capacity of individuals to navigate their way to the psychological, social, cultural, and physical resources that sustain their well-being, and their capacity individually and collectively to negotiate for these resources to be provided in culturally meaningful ways" (www.resilienceproject.org)

terça-feira, 1 de março de 2016

O que é resiliência

Resiliência: capacidade de se sair fortalecido da adversidade e com mais recursos, sendo um processo ativo de resistência, reestruturação e crescimento em resposta à crise e ao desafio.

Esse conceito é considerado válido se pensamos tanto na resiliência individual quanto familiar, grupal e comunitária.

Enfrentamento (coping): pode ser realizado pelo indivíduo, família, grupo ou comunidade
Ou seja, na aplicação da resiliência pode se supor sujeitos resilientes, grupos resilientes, uma sociedade resiliente, uma nação resiliente, etc.

Portanto: não se leva em conta nesse enfrentamento somente os atributos individuais do sujeito, mas também o seu entorno, como se conforma sua comunidade, os recursos governamentais que tem à disposição.

A resiliência não representa um traço de personalidade ou um atributo do sujeito, mas tem uma construção bi-dimensional que implica estar exposto à adversidade e como é realizado o enfrentamento da mesma.

A resiliência põe em cheque duas afirmações muito comuns:

1-      Que o trauma sempre tem como consequência um grande prejuízo

2-      Que o prejuízo sempre reflete a presença do trauma.

Por que? Porque procura focar e enfatizar os recursos das pessoas e grupos sociais para ´ir em frente´, procurando entender onde essas pessoas encontram forças para continuar e quais são os fatores que as mantém saudáveis, física e psicologicamente, num contexto pouco promissor.

Outra visão: a resiliência é vista não pela ausência ou presença de determinado distúrbio ou comportamento, e sim pela presença de atributos que auxiliam o enfrentamento de problemas, como a competência nas relações sociais, a capacidade de resolução de problemas, a conquista da autonomia e o sentido ou propósito para a vida e o futuro.

CIDADES RESILIENTES


Cidade resiliente seria aquela que em seu conjunto – pessoas, comunidade, governo – soma recursos para realizar de forma adequada o enfrentamento das adversidades (emergências? desastres?), saindo fortalecida dessas situações.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A busca pela resiliência

Muitos buscam pela resiliência e outros nem sabem que ela existe.

Dos que buscam, a grande maioria irá atingi-la, mas boa parte não conseguirá perceber isso, pois busca o magnífico.

Resiliência é plural, multifacetada e comum. Comum no sentido de que não é algo especial pelo que vale lutar a vida inteira. Resiliência está no cotidiano, no enfrentamento diário, no superar pequenas adversidades.

Superar grandes adversidades é colossal, mas o grande é para um, mas não é para outro; a medida é subjetiva e a dor que a acompanha é relativa. Por isso tão difícil dizer quem é e quem não é resiliente.

Buscar ser resiliente é um esforço que dificilmente pode ser aprendido; não é muito cerebral. A construção da resiliência é cumulativa, aos pedaços: hoje sim, amanhã não, nisso sim, naquilo não. A contagem está no final, mas deve ser sentida no percurso.


Resiliência é percurso, é caminho!


domingo, 9 de março de 2014

Exemplo de resiliência?


O Burro e o Poço


Certo dia, o burro de um aldeão caiu num poço. O animal fartou-se de zurrar. Zurrou tão fortemente durante horas e horas que o dono inquieto por não conseguir tirá-lo sozinho, resolveu ir procurar ajuda para o retirar.

Não a encontrando, acabou por decidir que, sendo o burro já velho e estando o poço seco, o melhor que tinha a fazer era sacrificar o burro. Tapava o poço e o burro ficava lá enterrado.

O aldeão pegou numa pá e começou a atirar terra para dentro do poço. O burro, ao ver o que se estava a passar, começou desesperadamente a zurrar. Mas, pouco depois, e para surpresa do aldeão, ele calou-se, e o único som que se ouvia era o som das pazadas de terra a cair.

Pensando que o burro estava morto, o aldeão, olhando para o fundo do poço, não pode esconder o seu espanto ao ver o que o burro estava fazendo. O animal de cada vez que caía uma pá de terra, sacudia-a para trás das suas costas e dava mais um passo para cima dela.

A realidade é que rapidamente, pazada atrás de pazada, o aldeão, viu com os seus próprios olhos, como o burro chegou à boca do poço, saltou por cima e aí vai ele a caminho do seu pasto.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Resiliente

De tudo que sou nada devo ao destino
Participei sempre de um ato pessoal
Formulei fatos, criei crenças
Vivi papeis e fui dublê de mim mesmo
De tudo que poderei ser um dia
Todo ato que um dia poderei encerrar
Nada estará fora de meu controle
A felicidade não me pega na esquina
Os temores do mundo não me atingem mais
Sou o que sou e serei o que puder ser

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Resiliência e religiosidade ou espiritualidade


Vários estudos tem apontado (Dunn, 1994; Masten, 1994; Gordon & Song, 1994) a importância da religiosidade ou espiritualidade para as pessoas se tornarem resilientes e adaptadas positivamente à realidade. Apontam que participar de um grupo religioso, frequentar igreja, ser educado por pais religiosos pode fortalecer nas pessoas o senso de pertencimento, encontrar um sentido e um propósito para a vida e ter um suporte nos momentos difíceis.

Não descarto a possibilidade de que, para muita gente, acreditar em algo sobrenatural é uma forma de buscar conforto contra suas aflições e encontrar forças para seguir em frente. Porém, não podemos deixar de levar em conta que as religiões em si mesmas carregam ranços de preconceito e de violência e procuram adaptar as pessoas a um modo de vida que não aceitam muitos questionamentos, o que pode, ao contrário, tornar sua vida um inferno.

Nesse sentido, a espiritualidade ou religiosidade pode fortalecer as pessoas e torná-las mais resilientes dependendo de como elas se situam nela e como não se deixam alienar em algo sobrenatural sem fazer uma análise e vivência ao mesmo tempo saudável do natural.

Sendo ateu, prefiro trabalhar com a questão da mentalidade. É possível se sentir positivo, encontrar um propósito na vida, ser feliz e ajudar as pessoas sem apelar para algo sobrenatural. Penso que no sentido da natureza podemos admirar esse mundo, encontrar nosso lugar nele e trabalhar para um futuro melhor. Também podemos conquistar nosso sentido de pertencimento e nos sentirmos amados em outros grupos que não sejam os religiosos e encontrar suporte para nossas dificuldades nesses grupos. Creio que não haja muitos estudos com relação a isso, por provavelmente os financiadores de pesquisas não estarem muito interessados em ir contra o mainstream.

Portanto, penso que as pessoas que não são religiosas, e nem mesmo possuem algo chamado espiritualidade, podem ser tornar resilientes fortalecendo outros aspectos de sua vida e estabelecendo outros tipos de laços com as pessoas e com o universo.

Bibliografia citada
DUNN, D. (1994). Resilient reintegration of married women with dependent children: Employed and unemployed. (Doctoral Dissertation, Department of Health Education, University of Utah, Salt Lake City, Utah.)
GORDON, E. W., & SONG, L. D. (1994). In M. C. Wang & E. W. Gorden (Eds.), Educatiorial resilience in inner-city America (pp. 27-43). Hillsdale, NJ: Erlbaum.
MASTEN, A. S. {1994). Resilience in individual development: Successful adaptation despite risk and adversity. In M. C. Wang & E. W. Gorden (Eds.), Educationa/ resilience in inner-city America (pp. 3-25). Hillsdale, NJ: Erlbaum

domingo, 1 de setembro de 2013

A música das almas

Na manhã infinita as nuvens surgiram como a loucura numa 
                                                                                       [alma
E o vento como o instinto desceu os braços das árvores que
                                                         [estrangularam a terra...
Depois veio a claridade, os grandes céus, a paz dos campos...
Mas nos caminhos todos choravam com os rostos levados para
                                                                                           [o alto
Porque a vida tinha misteriosamente passado na tormenta.
                                                                 (Vinícius de Moraes)



sábado, 13 de julho de 2013

Resiliência e catástrofe


“A palavra ‘catástrofe’ vem do grego e significa ‘inverter’, ‘virar de cabeça para baixo’. Era originalmente usada para descrever o desfecho ou clímax final de uma representação dramática, que poderia, naturalmente, ser tanto feliz como triste.

“Numa comédia, o clímax é um desfecho feliz. Após uma torrente de incompreensões, tudo se modifica quando os amantes repentinamente se reconciliam e se reúnem. A catástrofe da comédia é, pois, um abraço ou um casamento. Numa tragédia, o clímax é um desfecho triste. Após intermináveis esforços, tudo se inverte quando o herói descobre que o destino e a situação o venceram. A catástrofe da tragédia é, então, a morte do herói.

“Já que as tragédias costumam impressionar mais profundamente e ser mais celebrizadas que as comédias, a palavra ‘catástrofe’ acabou sendo associada mais aos finais trágicos do que aos felizes. Consequentemente, ela é agora usada para pintar qualquer final de natureza calamitosa” (Isaac Asimov, Escolha a Catástrofe)

Talvez as catástrofes individuais tenham que se associar às catástrofes sociais para falar tanto da resiliência individual quanto da social. Seria preciso mudar o foco sobre a visão que se tem do clímax, valorizando qualquer tipo de final, seja ele positivo ou negativo. Ou seja, se contentar e aproveitar os finais felizes, mas também aprender e se robustecer com os finais trágicos. 


terça-feira, 21 de maio de 2013

O mito de Sísifo e a resiliência


Metáfora da paciência, da constância, Sísifo pode representar a pessoa que investe em seus sonhos, que busca seu futuro. Mesmo percebendo que sofre com a repetição e o distanciar-se de seu objetivo colocados pela punição, sua ação não é alienada e nem inconsequente.
O homem resiliente é aquele que enxerga naquilo que o enverga um trampolim. Longe de se enrijecer ou se curvar totalmente, ele consegue se equilibrar e se adaptar (no sentido de compreender e se ajustar) à situação que o atormenta. Realista, procura ver todos os lados da questão, enxergando e escolhendo as melhores respostas possíveis; sonhador, não se contenta com os dados da realidade e a ultrapassa, indo além do seu próprio potencial. Ser resiliente é aprender com as impossibilidades, é construir degraus para cima a partir dos pedaços que for encontrando na vida. É reconhecer no real do outro e da comunidade o lugar de alívio, de recomeço, de ajuda para o fortalecimento.
Sísifo resiliente? Ser resiliente não quer dizer ser de rocha. Sísifo jamais se confunde com a sua pedra. Ele sabe que sua tarefa é imponderável e praticamente impossível e transforma o percurso na sua própria vitória. Percurso de sofrimento, que ele vai mudando, porém sofrendo ainda. O homem resiliente muda seu objetivo para evitar o sofrimento, mas cada mudança é um degrau acima, é uma aprendizagem, que o suporta e diminui sua dor.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Psicologia Positiva e Resiliência

Positive Psychology and Resilience

(From  https://suifaijohnmak.wordpress.com/2013/03/15/positive-psychology-and-resilience/)

video


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Comunidades Resilientes



1-      O que é resiliência? É a capacidade para enfrentar, recuperar-se e aprender com situações adversas. Pode ser conceituada para pessoas, famílias, comunidades ou nações. Para sua avaliação devem-se levar em conta aspectos psicológicos, sociais, culturais e econômicos, bem como recursos públicos disponíveis em todos os níveis.
2-      O que é uma comunidade? Éum grupo de pessoas ou famílias unidas por laços ou interesses de diversos tipos em comum, tais como idioma, costumes, local de moradia, trabalho, etc. É um grupo que possui uma identidade em comum, regido por códigos, valores e condutas, rígidas ou não; pode ser um grupo aberto ou fechado culturalmente.
3-      Definição de desastre: é qualquer evento causado pela natureza ou causado pelo homem que sobrepassa a capacidade de enfrentamento da comunidade, levando a perdas humanas e materiais. Exemplo: com a intensificação do fenômeno pluvial em áreas urbanas aumentaram os episódios de inundações que tendem a atingir grande parte da população, mas de forma mais grave a de baixa renda, moradores de áreas vulneráveis, geralmente em margens de córregos e em morros.
4-      Resiliência comunitária: diz da capacidade que a comunidade apresenta para enfrentar e se recuperar de forma efetiva dos desastres e catástrofes que ocorrem em seu interior ou em seu entorno. A resiliência pode ser construída na própria comunidade, por seus moradores organizados. O objetivo é que a comunidade resiliente seja autosuficiente para reconhecer os riscos em seu meio ambiente e possa estabelecer processos de mitigação desses riscos. Comunidades resilientes costumam experienciar menos danos e tendem a absorvê-los se recuperar deles com estratégias eficientes e de forma mais rápida.

O que a comunidade deve saber para o enfrentamento dos desastres e se tornar mais resiliente

1-Reconhecer seus problemas e suas fortalezas: os componentes da comunidade devem reconhecer suas fraquezas e fortalezas, a fim de utilizar essas últimas como ferramentas para mitigar os primeiros. Exemplos de problemas: morar em encosta, com riscos de deslizamento de terra; morar próximo a córregos, com risco de transbordamento e enchentes; morar próximo a represas de água, com risco de rompimento das barreiras. Exemplos de fortalezas: contar com uma política pública séria de prevenção de desastres; contar com sistema de alerta eficiente de ocorrência de desastres; contar com uma equipe local preparada para uma resposta rápida e eficiente caso o desastre ocorra, etc.
2- Ter listado todos os recuros humanos, físicos e sociais da comunidade: a comunidade precisa saber com quem contar para realizar a prevenção, o enfrentamento e a recuperação caso ocorra um desastre. Por exemplo, para a prevenção é preciso conhecer as políticas públicas (defesa civil, saúde, educação, assistência social, habitação), a quem pode recorrer para realizar avaliação de risco e resolver os problemas que o causam (canalizar o córrego, reforçar uma encosta, localizar área mais segura para morar, entre outras ações). Para se preparar para a ocorrência do desastre pode-se contar com simulações realizadas por órgãos públicos, com a criação de um sistema de alerta efetivo e uma rota de fuga adequada. É interessante também listar locais que possam servir como abrigo para aqueles que perderam suas casas, tais como igrejas, templos, escolas, associações comunitárias, etc.
3- Cobrar os recursos governamentais: a comunidade precisa estar ciente dos recursos governamentais (nos três níveis de governo: municipal, estadual e federal) para prevenção, enfrentamento e recuperação dos desastres, como ter acesso a esses recursos e cobrar das autoridades a sua utilização adequada. Por exemplo: recursos para instalação de hidrômetros, para construção de encostas, bolsa aluguel, etc. Muitas vezes não é possível diminuir os riscos do local e é preciso considerar a remoção da população para outra área mais segura, pois essa ação pode ser até mais barata que o custo das obras de engenharia para manter as pessoas em suas moradias (isso pode ser feito com um planejamento sustentável, de acordo com o meio ambiente e a participação da comunidade).

Como a comunidade pode se organizar para se tornar mais resiliente contra desastres

O conceito de Redução de Risco na Comunidade está se provando ser inestimável em resposta a emergências e desastres. Para uma comunidade se tornar resiliente e conseguir dar conta dos seus riscos é necessário um trabalho integrado envolvendo decisões políticas, gerenciamento de projetos, de profissionais e de comunidades vulneráveis. Algumas premissas para a redução de riscos de desastres são: avaliação séria dos riscos na comunidade para a ocorrrência de desastres, um sistema de comunicação eficiente e o envolvimento da comunidade na prevenção, preparação, enfrentamento e recuperação. 

1-      A comunidade pode se organizar, buscando conhecer os riscos que existem onde está localizada e promovendo soluções para os problemas, com participação ativa de seus membros. Oficializar uma associação de moradores é um passo interessante para uma maior proximidade com todos os moradores e com os órgãos governamentais e as políticas públicas. Exemplo: organizar-se como NUDEC.
2-      Realizar avaliações de risco sistemáticas e com ferramentas adequadas é uma forma de manter a comunidadem alerta e promover atividades de prevenção e de preparação para a possibilidade de ocorrência de desastres. Essas avaliações podem ser realizadas por órgãos públicos ou por empresas privadas, contratadas pelos moradores. É preciso que se elabore uma carta de riscos, traçada pelos órgãos competentes, e manter intensa fiscalização sobre regiões vulneráveis. A Lei 12.608, criada em abril de 2012, que torna obrigatória a cartografia geotécnica no plano diretor e nos novos parcelamentos de terrenos nas cidades é um importante avanço para a prevenção de desastres naturais no Brasil, mas precisa ser efetivamente usada.
3-      A comunidade precisa listar os locais de moradia de populações mais vulneráveis, como idosos, pessoas com deficiência física ou mental e elaborar um plano mais refinado de prevenção ou enfrentamento de desastres para essas populações.
4-      A comunidade pode propor simulações para seus moradores, coordenadas pela Defesa Civil ou pelo Corpo de Bombeiros. Quando a comunidade conhece seus riscos, a forma como o desastre pode ocorrer e como ela pode realizar seu enfrentamento, ela se torna mais resiliente.
5-      A comunidade pode propor que o tema sobre desastres seja tratado na escola, em aulas como ciências, português, matemática, etc, proporcionando que os alunos conheçam o tema sob diversos aspectos e leve essas informações para seus familiares e para a comunidade. A elas também podem ser fornecidas informações sobre como reagir na hora do desastre e realizar o enfrentamento de seu impacto. A iniciativa na escola pode servir como um estímulo para que toda a comunidade seja envolvida na ação.

Como realizar o enfrentamento e a recuperação frente ao desastre

1-      Sistema de alerta: qual é o sistema de alerta com o qual a comunidade conta? Qual a forma de comunicação mais eficaz? É preciso haver pelo menos um sistema de alerta eficaz caso a possibilidade de desastre exista. Pode ser um hidrômetro, uma sirene. Os moradores (ou um grupo representante) podem também ter o recurso de receber um SMS no seu celular avisando do risco iminente.
2-      Primeiro socorro: quem realmente realiza o primeiro socorro na comunidade são os próprios moradores, nos primeiros minutos antes dos bombeiros e defesa civil chegarem (se estiverem organizados em um NUDEC, terão maior capacidade de ajuda). Para isso, seria interessante que já houvesse uma equipe local treinada para ajudar as pessoas que estão em condições de se locomover, mostrando a elas uma rota de fuga e onde podem se abrigar. Essa equipe pode também indicar aos serviços de resgate onde se encontram as pessoas mais vulneráveis, onde podem ter pessoas soterradas, e outras informações úteis.
3-      Abrigos: os abrigos escolhidos para comportar as pessoas que perderam suas casas devem ter a possilidade de colocar famílias juntas (com as coisas materiais que conseguiram salvar), respeitando as questões de gênero, de orientação sexual, entre outras. É preciso lembrar que o local que servirá como abrigo pode ter que voltar com seu funcionamento normal (escolas, igrejas) mesmo com os moradores ocupando seu espaço.
4-       Outro tipo de ajuda: a comunidade afetada pelo desastre necessita também de ajuda psicossocial, por isso é importante que as políticas públicas possam disponibilizar assistentes sociais, psicólogos, educadores, e outros, para auxiliar com questões como reconhecimentos de cadáveres, realizar velório e sepultamente, trabalhar com crises de ansiedade e depressão, organizar as pessoas nos abrigos, etc. Por exemplo, o psicólogo pode ajudar os afetados pelo desastre por meio da escuta atenta, com entrevistas de apoio, fornecendo informações básicas e precisas que possam ajudar as pessoas no meio da situação estressante; pode também colaborar na gestão dos abrigos, reconhecendo as dificuldades e propondo soluções junto com as pessoas que estão abrigadas. Por fim, é preciso ainda organizar os voluntários de diversas áreas de fora da comunidade que se prontificam a ajudar no enfrentamento e na recuperação da comunidade.

O que são os NUPDEC

Os NUPDEC (Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil) são formados na comunidade, reunidos em um grupo de moradores, em uma igreja, em uma escola, associação comunitária, etc, com a finalidade de desenvolver um processo de orientação permanente junto à população, objetivando a prevenção e minimização dos riscos e desastres nas áreas de maior vulnerabilidade. Ele pode promover a interação entre a Defesa Civil e a comunidade, possibilitando um planejamento participativo, estimulando a participação da população na construção de uma cultura voltada à prevenção de riscos e permitindo a socialização de experiências desenvolvidas pela Defesa Civil. 

A forma como a comunidade pode se constituir em NUPDEC é através dos COMPDEC, que são responsáveis pelas ações de Defesa Civil nos municípios. Nesse sentido, é preciso procurar a Defesa Civil da cidade onde o NUPDEC será formado para se obter informações sobre funcionamento e aspectos burocráticos de sua formação. Vale lembrar que o trabalho nos NUPDEC é voluntário e o núcleo não recebe qualquer espécie de investimento em dinheiro.